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2025 - Caetano em festivais

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Foto: roncca Depois de concluir a aclamada turnê com sua irmã Maria Bethânia, Caetano utilizou as redes sociais para compartilhar seus próximos passos: compor novas canções e dedicar o ano de 2025 a se apresentar em festivais por todo o Brasil. Para essas apresentações, o artista preparou um show inédito, pensado especialmente para esses palcos, reunindo canções de diferentes fases de sua carreira. A Banda de "Caetano em Festivais" Jorge Continentino Sax e flauta Diogo Gomes Trompete e arranjos Lucas Nunes Guitarra, violão e direção musical Alberto Continentino Contrabaixo Rodrigo Tavares Teclados Thiaguinho da Serrinha Percussão Kainã do Jêje Bateria e percussão Pretinho da Serrinha Convidado especial Caetano em show em Brasília. Confira a agenda completa de Caetano em festivais em 2025: 17/05/2025 - Festival Coolritiba, Curitiba - PR 27/06/2025 - Festival Sensacional, Belo Horizonte - MG 03/08/2025 - Festival De Inverno Rio, Rio de Janeiro - RJ 17/08/2025 - Movimento Cidad...

Caetano Veloso: ‘Os malucos que fazem barulho no mundo agora não vão ganhar a partida’

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Entrevista para o Estadão (28 de agosto de 2025) Por Danilo Casaletti Clique aqui para ler no site original Foto: Fernando Young Quarenta anos separaram o rock Podres Poderes, feito por Caetano Veloso para o show álbum Velô, e o samba-reggae Um Baiana, canção mais recente do compositor, apresentada no show Caetano&Bethânia. Ambas estão no repertório da mini-turnê Festivais, que Caetano apresenta em São Paulo no dia 7 de setembro, dentro do Coala Festival. Na primeira canção, o compositor indaga se sua “estúpida retórica” contra “ridículos tiranos” terá que soar por “zil anos”. Na segunda, ao atestar que os malucos “da guerra” não desistem, pede “para abrir clareiras de paz”. “Escolhi canções de enfrentamento”, diz Caetano, 83 anos, por e-mail, ao Estadão, sobre o roteiro do show. Nele, também está Divino, Maravilhoso, que fez com Gilberto Gil, no aparente longínquo ano de 1968, cujo refrão alerta sobre a necessidade de estar “atento e forte”. Tempos distintos, mas com um velho ini...

Perinho Albuquerque

Perinho Albuquerque morreu. Ele foi meu companheiro e guia musical por muito tempo. Fez o disco de Bethânia que mais vendeu e foi ouvido. Depois se afastou da música profissional e passou a fazer barcos e lanchas. Há muitos anos que eu não via Perinho. Tive a honra de tê-lo na plateia (e no camarim) do show que fiz com a Banda Nova no Castro Alves. Estou profundamente comovido com as lembranças. Perinho, grande músico brasileiro. Carinho para seus filhos, sua viúva e todos os seus. Caetano Veloso, 17/08/2025.

Arlindo Cruz

Morreu o maior sambista moderno. Arlindo Cruz tinha a voz luminosamente aguda e era um deus ao cantar suas próprias melodias mágicas ou a de outros onde ele se reencontrava. Eu tive a honra de, nervoso, dividir com ele a Trilha do Amor de André Renato, Xande e Gilson Bernini. Momento inesquecível. Viva para sempre a música de Arlindo. Caetano Veloso, 08/08/2025. 

'Tenho que diminuir a puxada de shows', diz Caetano Veloso, prestes a completar 83 anos

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Entrevista para O Globo (2 de agosto de 2025) Por Ricardo Pinheiro Clique aqui para ler no site original Foto: Fernando Young Desde o começo dos anos 1960, quando começou a carreira em Salvador, até os dias de hoje, Caetano Veloso (que completa 83 anos na próxima quinta-feira, dia 7) nunca se afastou da música — e nem pretende se afastar. — Desde que me entendo por gente amo canções. Não tenho vontade de me afastar delas — conta ao GLOBO o baiano. — Claro que não vou trabalhar tanto sobre palcos no ano que vem. Nessa idade, tenho que diminuir a puxada. Mas preciso compor algumas canções para gravar o mais cedo possível. E quais são as inspirações de Caetano atualmente para a nova safra de composições? Ele responde. Em março, na reta final da turnê com Bethânia, o tropicalista lançou a inédita “Um baiana” — segundo ele, fruto de uma vontade de expressar “força de paz e de elegância contra as feiuras que o mundo tem exibido”. — São mais indignações do que inspirações — comenta o autor d...

Caetano Veloso diz que "Vila Velha" lembra início da carreira com Gil, Gal e Bethânia

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Entrevista para A Gazeta (1° de agosto de 2025) Por Felipe Khoury Clique aqui para ler no site original Foto: Robson Mafra/AGIF/Folhapress Pedras lisas à beira-mar, um nome que ecoa entre Salvador e Vila Velha, e uma história que nunca se desconecta da música brasileira. Caetano Veloso volta ao Espírito Santo no dia 17 de agosto para um show especial na Prainha, em Vila Velha, como atração principal do Festival +MC. O artista, vencedor de 13 prêmios Grammy Latino e símbolo do tropicalismo, conversou com HZ sobre diversos assuntos, entre eles, o show no +MC, memórias no Estado, músicas novas, tecnologia e até política. Sobre as vindas ao Espírito Santo, Caetano revelou uma curiosidade que conversa com o início da carreira. "Fui várias vezes cantar em Vitória. Sempre gostei de ver as pedras lisas junto ao mar. Diferentemente das de Salvador e semelhantes às do Rio, elas não são ásperas à visão. E o público capixaba sempre me recebeu com carinho. A cidade de Vila Velha tem o mesmo n...

À moi la liberté - Entrevista com Caetano Veloso

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Entrevista exclusiva para a 822ª edição da revista francesa Cahiers du Cinéma,  realizada por Claire Allouche e Marcos Uzal por e-mail, em 4 de junho de 2025. Traduzido do português por Claire Allouche. Agradecimentos a Cláudio Leal, Camila Freitas e Luar Maria Escobar. São muitas as razões que nos convidavam a dialogar com Caetano Veloso para comemorar os 130 anos do cinema. O imenso músico, figura incontornável do tropicalismo durante a ditadura militar brasileira e experimentador fora de série desde então, nunca deixou de ser cinéfilo. Atestam isso algumas de suas canções (“Cinema Olympia”, “Giulietta Masina” ou “Cinema Novo” com Gilberto Gil) e um disco intitulado Cinema Transcendental (1979). Ele também compôs as trilhas sonoras de vários filmes e atuou em outros, como Os Herdeiros de Carlos Diegues (1969) ou Tabu de Júlio Bressane (1982), sem esquecer sua aparição marcante em Fale com Ela de Pedro Almodóvar (2002). Na França, sabe-se menos que ele é autor de um filme-ens...

Quem viu Maria Bethânia (1965)

Quem viu Maria Bethania aparecer de repente na noite de um Rio triste na preparação do carnaval; quem assistiu o seu corpo gritar por um carnaval maior; compreenderá que êste disco é um acontecimento importante: o início da divulgação em larga escala do trabalho de um artista intenso e urgente, como têm sido os grandes novos artistas brasileiros. Quem, na Bahia, ouviu Bethania prometer-se cantar como se todo o povo brasileiro cantasse junto ("sou filha de Caymmi como todo baiano; aluna de Jobim e João Gilberto, como qualquer nôvo sambista; mas sou também irmã de Noel e de Zé Kéti e minha vocação é o carnaval."), quem cantou com ela e esteve a seu lado no momento da escolha dos caminhos, verá com amor e cuidado que, irremediavelmente, sôbre as costas da irmã já pesam as coisas grandes para as quais ela mal se preparara: dar de volta ao Brasil o samba que aprendera com seu povo; ser fiel às côres e dores da Bahia; salvar o carnaval. Quem, mais longe, viu Bethania nascer em Sant...