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Mostrando postagens com o rótulo Canções

Um Baiana (Caetano Veloso)

Os da guerra acreditam Que mandam na terra E agora ainda mais Mas nós que demos tudo Não vamos ser mudos É a Paz!  Já que eles não desistem Nossas vozes disparam Num Baiana System Para abrir clareiras de paz Nas fronteiras, nas eiras, nas leiras Nas beiras e nos quintais Um Baiana System Um Baiana System Um Baiana System Um Baiana Um Baiana Um Baiana  © 2025 Música apresentada no show Caetano & Bethânia no Rio de Janeiro.  Comentário do autor : "Nós íamos só cantá-la em Porto Alegre, mas nós resolvemos cantar aqui. A canção eu comecei antes de nós estrearmos, mas fiquei doente e não pude completar até a semana da estreia... então, a gente ainda tá experimentando para nós mesmos. Mas para o mundo, porque é uma canção que eu fiz como se fosse uma oração para esse clima de terceira guerra mundial que o mundo está vivendo. Que a paz possa se sobrepor a esse horror". (Caetano Veloso em show no Rio, 15/03/2025).  “Comecei a compor “Um Baiana” antes de nosso show estrea...

Vultos (Caetano Veloso)

Era Popó Quem de manhã Abria a rua No trole aberto Ele era rua Em tom maior Trazia o Sol Guardava a Lua Seu assovio Desenhava minha rua Num traço só Aprender a ler Para ensinar meus camaradas... © Trecho de uma das primeiras composições de Caetano, nunca gravada, feita em homenagem a Paulino Aluísio de Andrade, mais conhecido como Mestre Popó do Maculelê. Sem data. Comentário de Caetano : "Eu adorava quando, na festa de fevereiro, a gente ia pra frente do adro da Igreja da Purificação ver Popó e a turma dele. Ele, que era o líder do maculelê… os filhos dele e os discípulos dele lutando maculelê é lindo porque é como capoeira, meio dança, meio luta. Então, aqueles caras com aquelas duas madeiras na mão que batem... o som é muito bonito daquela batida de madeira. Eu adorava. É lindo. O refrão ("aprender a ler...") eu aprendi no Vale do Iguape, que fica entre Santo Amaro e Cachoeira, ou seja, no coração do recôncavo". (Depoimento para o documentário "Recôncavo na ...

Foi Só Porque Você Não Quis (Letra: Emicida; Música: Caetano Veloso)

Bandas marciais Cataventos Trompete no fato Um sonho feliz Meninas purpurinas Contratempo O vento a paz O aroma da estrela de anis  Quem sou eu Para tal atrevimento A flor vence o cimento E os sentimentos vis Se você não entrou no meu coração Foi só porque você não quis Pendão nos varais do aposento E verde amor eu tento Eterna aprendiz Pai grande sempre atento  Nas pequenas o algodão doce  É festa de tantos guris Esse som barulhento entre os corpos Corpos animados Sonho e fantasia E o acalento diz  Se você não entrou no meu coração Foi só porque você não quis Sem pé nem cabeça  O alento Sargento fanfarra Baquetas em xis Fogos lentos  Avião com faixa a vender Desatento aos gritos de bis O que se sabe de cór O complemento Tomar então no sampa que eu lhe fiz Se você não entrou no meu coração Foi só porque você não quis © 2024 Álbum E O Tempo Agora Quer Voar - Alaíde Costa.

Quem Tem Um Olho (Caetano Veloso, Fauzi Arap)

Na terra de cegos Quem tem um olho Na terra de cegos Quem tem um olho... O mundo é a bengala A terra e o cachorro O mundo é a bengala A terra e o cachorro Tateio e encontro Os signos fincados O que é dentro está fora O que é está dentro Destilo a mistura Fabrico a solução Na terra de cegos Quem tem um olho é rei A pessoa é um filtro torto O louco é © 1974 - Feita para o show "A Cena Muda" de Maria Bethânia com direção de Fauzi Arap.

Guadalupe (Caetano Veloso, Fauzi Arap)

Te quiero Guadalupe Pero Guadalupe Me quieres? Donde esta y quien eres Guadalupe Eres la virgen O eres la piedra? Eres el niño O eres la búsqueda? Quien eres Guadalupe (E eu quem sou que te busco Dia claro ou crepúsculo Guadalupe, Guadalupe Guadalupe, Guadalupe Te quero, mas, Guadalupe Me queres?) Te quero Guadalupe Porém Guadalupe Me queres Onde está e quem és Guadalupe És a virgem Ou és a pedra? És a criança Ou és a procura? Quem és Guadalupe © 1974 - Feita para o show "A Cena Muda" de Maria Bethânia com direção de Fauzi Arap. 

Quase (Letra: Caetano Veloso, Música: Tom Veloso)

Até agora, foi revelada apenas a primeira estrofe da canção: O Brasil Quase viu O real Lula lá Comentário do autor : " Cara, tem uma música que quando a gente foi fazer o “Ofertório” eu compus com o Tom. Tom fez uma música que achei linda, aí eu botei a letra. E depois, já perto da estreia, o Tom disse: “Vamos tirar essa música, eu não quero não”. E aí eu falei com ele essa semana por causa do título, chama-se “Quase”. É o título de uma canção, de um samba-canção que foi um grande sucesso de Carmem Costa. E eu lembrei dele porque eu estava conversando com o Zeca sobre… Eu só tô falando dos meus filhos agora, mas porque também é “Ofertório”, essa história tem a ver. Mas eu estava conversando com o Zeca sobre Carmem Costa por causa da Marília Mendonça. O negócio da mulher falando como sujeito na história. Que tem um grande sucesso da Carmem Costa, de quando eu era menino, que se chama “Eu sou a outra”. Você se lembra? É incrível. E ela era mulher e preta, né? Carmem Costa era mulher...

O Grão (Letra: Caetano Veloso; Música: Sérgio Dias)

Tu não sabes nada Das bobagens em que eu sou O maior mestre deste mundo Tu que não sabes nada Me ensinando a sentir a vida Com o sabor do teu saber profundo Tudo é bem maior do que eu imaginava Tudo tem muito mais cor Tudo é tudo menos aquilo que eu esperava Tudo é muito mais amor Mas tu És muito melhor Do que todas as coisas Que o teu não saber me ensinou Tu Jogas o grão Sobre o solo do meu coração e tudo nasce Tu Jogas o grão Sobre o solo do meu coração e tudo cresce Toda a vida grande Que eu nunca suspeitaria grande Tu na minha mão O sim Contra o não O Grão © 1980 Rock Records Company - Álbum Sérgio Dias - Sérgio Dias.

Inhansã (Letra: Caetano Veloso; Música: Gilberto Gil)

Inhansã comanda os ventos E a força dos elementos Na ponta do seu florim É uma menina bonita Quando o céu se precipita Sempre o princípio e o fim © 1976 Gapa (Warner Chappell) - Gegê Produções Artísticas Ltda. - Álbum Maria Bethânia 25 anos (1990). Fez parte do show Doces Bárbaros - Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa em 1976.

Pássaro Estrelado (Caetano Veloso)

Dentro de mim mora um monstro Que é um pássaro estrelado Que é uma porção de macacos Que por sua vez se perdeu Naquilo de que eu sou não E esse pássaro apagado Que pareço ser quem falo À exceção quando canto E exceto quando me calo Dentro do meu coração Quero dizer que te amo Quero dizer que te mato Quero que te despedaço Quero-te desesperado De amor, ciúme e paixão © 1975 - Feita para Ney Matogrosso - ainda não foi gravada.

Sem Samba Não Dá (Caetano Veloso)

Olho pro Cristo ali no Corcovado E, em silêncio, grito "êpa Babá" Tudo esquisito, tudo muito errado Mas a gente chega lá Tem muito atrito, treta, tem muamba Mas tem sertanejo, trap, pagodão Anavitória, doce beijo d'onça Mar(av)ilia Mendonça, afinação Vai chegando que a gente vai chegar Về se rola, se tudo vai rolar Só que sem samba não dá (Tem sambanejo ou pagobrejo Tem Ferrugem, Glória Groove, Maiara e Maraísa Yoùn, Yoùn, Tem Djonga com Rogério, MC Cabelinho, tem Baco Exu do Blues Tem gente pra xuxu Tem Duda Beat, Gabriel do Borel, Hiran e Majur, Tz da Coronel, Tem Simone e Simaria sambando, Tem Leo Santana e a Mendonça (No Pelourinho com a Didá) Sem samba não dá Sem samba não dá. © 2021 Uns Produções / Sony Music - Álbum Meu Coco - Caetano Veloso. Comentário do autor : "Pretinho da Serrinha perguntou se não ia ter um samba no disco. Aí fiz um pra ele. O título diz tudo: sem samba não dá. E Pretinho veio com sua turma fazer o melhor samba de estúdio que pode existir...

Você-você (Caetano Veloso)

Depois que nós nos perdemos  Amor, amor, nossos demos   Afastam-nos ano a ano Você-você é teu nome És quem ressurge e quem some  Do outro lado do oceano Eu cá nesta Americáfrica  Vivo entre miséria a mágica Não sei dizer o que valho Tu que és você não em chamas Tambor, tambor sob as camas Langor rebaixa-me o galho. "O orvalho vem caindo" Não podes negar que é lindo Requer de nós grande arte Criar novo mundo louco É muito e inda é muito pouco Que aprendas a conjugar-te Tu és você, sou você Eu e tu, você e ela  Ary, Noel, Tom e Chico Amália, blues, tango e rumba  Atabaque e bailarico  Peri, Ceci, Ganga Zumba. © 2021 Uns Produções / Sony Music - Álbum Meu Coco - Caetano Veloso. Comentário do autor : "Nasceu do fato de Carminho tirar "você" das letras de canções brasileiras que cantou. Disse primeiro a ela. Suas respostas foram sinceras e pertinentes. "Você", em Portugal, não se usa como tratamento íntimo e amoroso. Impasse: por que então cantar cançõ...

Cobre (Caetano Veloso)

Vibre o bronze de Santana Sol das onze sobre o teu Quase cobre que descobre Que é o meu amor Que emana desse céu  Tua pele é o cobreado  Da Bahia de nós dois Grei de escravizados e opressores  Reis do estado que virá depois Ó mulher de tez nobre Toma tudo e me tem Sobre teu bronze-cobre quem não vem? Temos tudo tando juntos Tanto teremos no amém Ó mulher de tez nobre, toma e bem Ter te visto tão de perto E talvez voltar a ver Prova que está tudo certo  Vale ter vivido Vale estar vivendo aqui Vale viver. © 2021 Uns Produções / Sony Music - Álbum Meu Coco - Caetano Veloso. Comentário do autor : "Cor de pele de baiana que concorre com os reflexos do sol no fim de tarde do Porto da Barra. Depois reli que Jorge Amado já escrevia "cobre" para caracterizar o tom de pele de muitos baianos. Nesta canção de amor, pareço estar mais eu mesmo por isso. Quando estava inventando a canção, pedi que "cobre" só não fosse interpretada como variação do verbo cobrar. Do metal ao co...

Gilgal (Caetano Veloso)

Vem de Pixinguinha a Jorge Ben Pousa em Djavans  Wilson Batista, Jorge Veiga, Carlos Lyra e o imenso Milton Nascimen Vem de Pixinguinha a Jorge Ben Ele me ensinou O sentido do som E eu quis ensinar O sem som do sentido Vem de Pixinguinha a Jorge Ben Pousa em Djavans Nossas almas irmãs  Rasgaram manhãs  Mas sem Chegar aos pés dos Tincoãs  © 2021 Uns Produções / Sony Music - Álbum Meu Coco - Caetano Veloso. Comentário do autor : "Vi a palavra "Gilgal" no romance "José e Seus Irmãos", de Thomas Mann. Já a usei em Este Amor , do Estrangeiro. Aqui ela volta no título. E tudo flutua sobre a percussão de Moreno. Uma linhagem de pretos gênios que inclui, de repente, Carlos Lyra que, como Ary, Chico e Noel, não é preto. Pensei em cantar não sozinho. Vozes agudas em uníssono sobre os tambores. Chamei Dora Morelenbaum. Ela cantou tão perfeito que mantive só nossas duas vozes. Começo só, mas uma estrofe depois ela entra. E não sai mais." (Caetano Veloso para o storyli...

Enzo Gabriel (Caetano Veloso)

Enzo Gabriel, Qual será teu papel Na salvação do mundo? Olha para o céu Não faças só como eu E o meu coração vagabundo. Um menino guenzo  Ou um gigante negro de olho azul Ianomâmi, luso, banto: Sul. Eu, teu pai, te benzo e espero Ver teu gesto pontual Viramundo desde a cuia austral. Enzo Gabriel Sei que a luz é sutil Mas já verás o que é nasceres no Brasil. © 2021 Uns Produções / Sony Music - Álbum Meu Coco - Caetano Veloso. Comentário do autor : "Em 2018 e 2019, o nome mais escolhido por pais em todo o país foi o composto Enzo Gabriel. Li matéria sobre isso nos jornais e fiquei obcecado. Quis cantar o novo nome e pensar nos milhões de brasileiros que foram registrados assim." (Caetano Veloso para o storyline do Spotify, 2021). "Foram batizados muitos milhares de brasileiros com esse nome ‘Enzo Gabriel’. Então eu pergunto qual será o seu papel na salvação do mundo? A gente está passando por um período difícil, que nega muito tudo o que pode ser bonito numa canção ou na v...

Não Vou Deixar (Caetano Veloso)

Não vou deixar, não vou, não vou deixar você esculachar  Com a nossa história  É muito amor, é muita luta, é muito gozo, é muita dor E muita glória  Não vou deixar, não vou deixar, não vou deixar porque eu sei cantar E sei de alguns que sabem mais (Muito mais!). Não vou deixar, não vou deixar, não vou deixar, não vou deixar que se desminta A nossa gana, a nossa fama de bacana, o nosso drama, A nossa pinta Não vou deixar, não vou deixar, não vou deixar porque eu sei cantar  E sei de alguns que sabem mais (Muito mais!). Apesar de você dizer que acabou Que o sonho não tem mais cor Eu grito e repito eu não vou! (O menino me ouviu e já comentou: "O vovô tá nervoso", o vovô...) Nervoso, teimoso, manhoso É muito amor, é muita luta, é muito gozo, é muita dor E muita lida Não vou deixar, não vou, não vou deixar você esculachar Com a nossa vida. Não vou deixar, não vou deixar, não vou deixar Porque eu sei cantar E sei de alguns que sabem mais (Muito mais!). © 2021 Uns Produçõe...

Ciclâmen do Líbano (Caetano Veloso)

Que as almas se chamem E os corpos se amem: Eis, poderosíssimos, O que produzíamos De signos divinos. Teus cantos morenos Onde os meus não menos Perna, braço, artelhos, Enfim, cada membro Aninha-se - e espelhos Dão-se entre os dois Vênus De montes vermelhos E vales amenos. Que os anjos reclamem E nos céus proclamem Teu sol-mel dulcíssimo, Flor em carne-espírito: Ciclâmen do Líbano. © 2021 Uns Produções / Sony Music - Álbum Meu Coco - Caetano Veloso. Comentário do autor : "Pensei num amor vivido. Origem libanesa. Nome da cor que meu irmão Rodrigo destacava: Ciclâmen. Descoberta da flor de onde veio o nome desse tom de magenta. A flor como representação mental do segredo do corpo da mulher. Segredo revelado mas eternamente segredo. Senão não há mágica. Almas seguem chamando para que exista milagre de amor nos corpos. Quis voltar à minha levada que Djavan homenageou e Gil chamou de "Marcha Caetaneada". Num andamento mais lento, mais erótico, mais dengo-carinhoso. Pedi a Jaq...

Meu Coco (Caetano Veloso)

Simone Raimunda disparou as Luanas A palavra bunda é o português dos Brasis  As Janaínas todas foi Leila Diniz Os nomes dizem mais do que o que cada uma diz. Somos mulatos, híbridos e mamelucos E muito mais cafuzos do que tudo o mais O português é um negro dentre as eurolínguas Superaremos cãimbras, furúnculos, ínguas… Com Naras, Bethânias e Elis  Faremos mundo feliz Únicos, vários, iguais: Rio-Canaveses. Belém, Natal, Vitória do Espírito Santo Bomba luminosa sobre o capital Aquém, além, no seio do bem e do mal Teimosos e melódicos no nosso canto Católicos de axé e neopentecostais  Nação grande demais para que alguém engula  Aviso aos navegantes: bandeira da paz Ninguém mexa jamais, ninguém roce nem bula João Gilberto falou E no meu coco ficou Quem é, quem és e quem sou?: “Somos chineses”. Moreno, Zabelê, Amora, Amon, Manhã Nosso futuro vê açaí guardiã Ubirajaras mil, carimã, sapoti, Virá que eu vi, virá, virá, virá que eu vi Irene ri, rirá, Noel, Caymmi, Ary  T...

Anjos Tronchos (Caetano Veloso)

Uns anjos tronchos do Vale do Silício Desses que vivem no escuro em plena luz Disseram: vai ser virtuoso no vício Das telas dos azuis mais do que azuis. Agora a minha história é um denso algoritmo Que vende venda a vendedores reais, Neurônios meus ganharam novo outro ritmo E mais e mais e mais e mais e mais. Primavera Árabe - e logo o horror. Querer que o mundo acabe-se: Sombras do amor. Palhaços líderes brotaram macabros No império e nos seus vastos quintais Ao que revêm impérios já milenares Munidos de controles totais. Anjos já mi ou bi ou trilionários Comandam só seus mi, bi, trilhões E nós, quando não somos otários, Ouvimos Shoenberg, Webern, Cage, canções… Ah, morena bela Estás aqui Sem pele, tela a tela: Estamos aí. Um post vil poderá matar Que é que pode ser salvação? Que nuvem, se nem espaço há Nem tempo, nem sim nem não. Sim: nem não. Mas há poemas como jamais Ou como algum poeta sonhou Nos tempos em que havia tempos atrás E eu vou, por que não? Eu vou, por que não? Eu vou. U...

Canções do filme “Proezas de Satanás na vila de Leva-e-traz” - 1967 (Caetano Veloso, Paulo Gil Soares)

Canções do filme “Proezas de satanás na vila de leva e traz” (1967) de Paulo Gil Soares. Direção: Paulo Gil Soares. Música: Caetano Veloso. Letras: Paulo Gil Soares, Caetano Veloso e versos populares. Minuto 2  A ti senhor Ofertamos nosso sonho Que é pura dor De um bem estranho Aurora e sofrimento Que no choro gemina Tecida em triste lamento Começa onde termina Damos o que nos foi dado Este pouco bem, querido Sonho louco temperado Num cumpre já prometido Minuto 4 A festa dos bichos (José Teixeira do Amaral) Um dia mestre coelho Fez uma festa no mato Foi cachorro e jacaré Gente demais, aparato Finalmente todo bicho Menos porco e mestre gato Rato tocava na flauta Periquito no rabecão Caititu no contrabaixo Cururu no violão Mucuim no clarinete E tatu no bombardão Minuto 5 Quem sonha com velha cega Falando em tesouro enterrado Na enxada logo pega Se pensar já tá errado À meia noite sem falta Vai no lugar indicado E com a lua ainda alta Tá o tesouro encontrado Minuto 11 A velha ...

Zera a Reza (Caetano Veloso)

Vela leva a seta tesa Rema na maré Rima mira a terça certa E zera a reza Zera a reza, meu amor Canta o pagode do nosso viver Que a gente pode entre dor e prazer Pagar pra ver o que pode E o que não pode ser A pureza desse amor Espalha espelhos pelo carnaval E cada cara e corpo é desigual Sabe o que é bom e o que é mau Chão é céu E é seu e meu E eu sou quem não morre nunca Vela leva a seta tesa Rema na maré Rima mira a terça certa E zera a reza Zera a reza, meu amor Canta o pagode do nosso viver Que a gente pode entre dor e prazer Pagar pra ver o que pode E o que não pode ser A pureza desse amor Espalha espelhos pelo carnaval E cada cara e corpo é desigual Sabe o que é bom e o que é mau Chão é céu E é seu e meu E eu sou quem não morre nunca Vela leva a seta tesa Rema na maré Rima mira a terça certa E zera a reza Não quero ter religião Seja católica Seja evangélica Seja Hare Krishna ou candomblé Ou seja umbanda Moço bacana, sacana na TV de paletó O eco repeteco vem da lama E eu me sinto ...